Fitoterapia

​Desde o início da nossa existência, sempre se soube do valor terapêutico das plantas, até instintivamente os animais as utilizam como os lobos da serra do Gerês que comem a carqueja para as suas depurações.

 

Houve-se dizer que os fitoterapicos também são prejudiciais á saúde. Evidentemente que sim. A ciência mostra-nos que a diferença do remédio para o veneno, muitas vezes, está apenas na dose.

 

Ensinou o  Mestre de Fitoterapia o Prof. João Ribeiro Nunes que a quantidade afecta  a qualidade em qualquer coisa na vida.

 

 Se usarmos a planta correcta, para a necessidade do nosso organismo, e abusarmos na quantidade ou na combinação inadequada com plantas não compatíveis, em vez de haver melhoras acontecerá exactamente o contrário.

Muitas vezes  isso acontece, porque as plantas são usadas sem um bom conhecimento, ou por falta de  acompanhamento de  um profissional na área.

 

As plantas quando bem utilizadas e de forma adequada, os seus efeitos terapêuticos,    são por vezes  superiores aos químicos, tendo menos efeitos adversos.

 

A doença de um, não é a mesma do outro. O que faz bem a um, pode não fazer bem ao outro. Cada caso é um caso.

 

Muitas vezes exemplo disso são as reacções alérgicas, os efeitos tóxicos em determinados órgãos, muitas vezes as tão conhecidas diarreias são exemplo vivo, da toxicidade, que é a resposta do organismo ao excesso do que foi ingerido.

 

A partir do sec.XVIII, a medicina e a farmácia divorciaram-se aos poucos das substâncias vegetais dedicando-se aos químicos. As doenças iatrogénicas que tão frequentemente surgem com os medicamentos sintéticos, não acontecem com  a planta no seu estado integral.

 

O estudo  e a experiência na prática  do dia a dia dos ervanários,  botânicos, naturopatas e na tradição popular, fizeram com que todo este saber ancestral chegasse até aos nossos dias para o bem da saúde de todos nós.

 

Sabendo também que muitas plantas não tendo propriedades terapêuticas nas suas análises e que na terapêutica aplicada dão excelentes resultados em certas patologias, já o dizia e  comprovou  o  Dr. José Leon de Castro e muitos outros, na sua prática clínica.

 

O saber pratico e empírico é muito importante mas,

 

Nunca se deve usar uma planta sem que obtenha o aval de um profissional.

 

Noémia Rodrigues/Joel Figueiredo

 

 Fitoterapia

 

O emprego do poder curativo das plantas data dos primórdios da civilização, com efeito já o homem do paleolítico usava as plantas para tratamento das doenças que o afligiam. Este conhecimento empírico e baseado no instinto de sobrevivência da espécie foi-se consolidando ao longo dos séculos, tendo chegado até nós englobado em sistemas médicos antiquíssimos (como são exemplo os sistemas tradicionais da India e da China, povos com conhecimentos muito vastos do uso medicinal das plantas)ou ainda pelo conhecimento de povos indígenas aonde a “civilização” ainda não chegou(como são exemplos, várias tribos índias do Amazonas). A  Mãe Natureza é em si mesma, a grande farmácia natural, tendo tudo aquilo que é necessário para nos tratarmos dos problemas que nos possam afligir, isto se nos soubermos integrar nela e respeitá-la. Com o advento da civilização moderna, o homem esqueceu-se e ignorou por completo o legado dos seus antepassados, tendo-se tornado completamente dependente  dos fármacos usados pela medicina convencional. Convém dizer que estes fármacos resultam da extracção dos princípios activos das plantas, que depois são processados quimicamente. Gostaria ainda de acrescentar que ao contrário do que inclusivamente já me foi questionado por várias pessoas ao saberem que eu era estudante desta área, de que o campo da fitoterapia é muito mais vasto do que o mero uso de vários tipos de chás medicinais, pois a maravilhosa capacidade das plantas permite toda uma vasta gama de tratamentos que podem ir desde a aplicação externa(sob a forma de cataplasmas, compressas, etc) até á aplicação interna(infusões, diluição de tinturas,  diluição de extractos), passando ainda pelo uso da aromoterapia ou ainda pela toma de suplementos naturais ou de florais. Para terminar, gostaria de acrescentar que o conhecimento de tão vasta matéria exige uma preparação adequada e devidamente estruturada, mas não impede o uso por qualquer pessoa de toda uma série de tratamentos simples e inócuos e que já tantas vezes provaram a sua eficácia (as famosas mesinhas dos nossos avós).

 

António Guerreiro

 Medicinas Alternativas

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Rosa Albardeira

Paeonia officinalis subsp. microcarpa (Boiss. & Reuter) Nyman Contém filamentos dos seis estames estes são vermelhos. A face inferior das folhas é pubescente, a haste é sulcada e os folíolos têm lóbulos menores. O frutos não têm penugem, mas os pés das flores sim. Prefere matos, floresce de Abril a Julho.